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Termografia traz inovação para visualizar a dor e entender suas causas

por LifeSquare |

A dor é uma grande preocupação mundial. Ela é motivo de estudos de diversos profissionais da área da saúde para desenvolver tratamentos e diagnósticos específicos para cada caso. E se houvesse uma forma de visualizar a dor? Isto é possível através da Termografia infravermelha, feita a partir de uma câmera adaptada capaz de registrar as mudanças de temperatura provocadas por desequilíbrios corporais.

“A termografia infravermelha é um exame capaz de detectar inúmeras disfunções patológicas de grande importância preventiva ou de doenças já estabelecidas que podem estar relacionadas com o movimento ou não, além de auxiliar no tratamento, prognostico e monitoramento terapêutico. Excelente método para visualizar a dor (aguda ou crônica) e entender a causa”, explica Franciele De Meneck, especialista em Termografia do Movimento pelo IBTM - Instituto Brasileiro de Termologia Médica.

É um exame totalmente seguro, sem contraste e sem radiação, tanto para gestantes, idosos ou crianças, pode ser repetido quantas vezes forem necessárias sem risco ou dor para o paciente, e não possui contra indicação.

Esta avaliação pode ser feita do ponto de vista do movimento pelo fisioterapeuta ou profissional da educação física, identificando sobrecargas, desvios posturais e prevenindo lesões ou do ponto de vista médico na identificação de lesões e doenças propriamente ditas. Também pode monitorar a evolução do tratamento proposto e guiar procedimentos terapêuticos.


UM POUCO DE HISTÓRIA


Sistemas infravermelhos foram originalmente desenvolvidos nos anos 50 para uso militar pelos Estados Unidos para que as tropas identificassem inimigos durante a noite. Porém, nos tempos mais remotos da história, Hipócrates, antigo médico grego, já identificava patologias nos órgãos através das diferenças em temperatura. Ele colocava barro no corpo da pessoa e observava onde secava mais rápido.

O primeiro uso diagnóstico da termografia foi em 1957, quando o Dr Ray Lawson descobriu a diferença de temperatura na pele de uma mama com tecido normal e uma com câncer. Em 1990, um software mais avançado foi colocado nas câmeras, proporcionando grande progresso na exatidão e análise das imagens.